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Saturday, February 14, 2009

Sopro Minuano

(A Nuvem de Gessinger pra mim)
.
Se está aqui está sozinha
E sozinha não quer mais ficar
Se está aqui é porque quer
Porque não quer mudar
Diga adeus
Diga adeus ou não diga nada
Diga adeus...

Se está chegando o fim da linha
Está na hora de saltar
Se está aqui, está sozinha
E sozinha não quer mais ficar
Diga adeus
Diga adeus ou não diga nada
Diga adeus...

Não vá perder a hora certa no lugar errado
Diga adeus!
Adeus!

A vida não pode ser um contagotas na tua mão
Chuva que não chove
Sol que não sai
A vida não pode ser medida com precisão
Motor que não se move
Nuvem que não se vai

Se está aqui está sozinha
E sozinha não quer mais ficar
Se está chegando o fim da linha
Está na hora de saltar

Não vá perder a vida inteira no lugar errado
Diga adeus!
Diga adeus!

Vai chover
Vai secar
Serão águas passadas
Diga adeus!
Adeus!
.

Sunday, February 1, 2009

Felicidade

Eu prefiro ser assim.
Não ter o brinquedo da tv e brincar apenas em frente à prateleira da loja, sentada no corredor.
Não ter churrascos de família no domingo e sentir o cheiro que vinha da casa ao lado.
Ter inspiração por enormes e fecundos três segundos e tentar segurar algo como fumaça.
Viver à espera, sem saber do quê.

Eu prefiro desfrutar meus pequenos fragmentos de felicidade somente de vez em quando.
Como uma criança que não come o doce todo de uma vez, mas que deseja sentir cada partícula do sabor explodindo sobre a língua. Eu prefiro sentir a felicidade aos poucos, identificá-la, apreciá-la. Não embriagar-me para não perder os sentidos.
Eu gosto de sentir o doce da felicidade em seus aspectos mais grotescos e inacabados. Fora do padrão universal que define o que é felicidade ou não.
Uma felicidade instantânea que brota involuntariamente, sem motivos externos.

A alma que, tímida, parte da escuridão do meu interior e emerge à superfície.
A alma que dá as caras num domingo estranho e só na ponta da mesa de uma cozinha sem luz.