Dei por mim numa pretensão de tentar enxergar a essência das pessoas. O que faz cada um ser o que é. Qual é a narrativa que as pessoas constroem para compor suas identidades.
Não consigo mais enxergar de outra forma a não ser que existe uma curiosa e inconsciente maneira com que criamos um "eu" e associamos a ele uma infinidade de experiências, características, medos e limitações.
Essa história que produzimos para responder à pergunta "quem sou eu" acaba determinando cada um de nossos passos de uma maneira meio assustadora. Principalmente porque algumas pessoas realmente seguem à risca seu próprio manual de "como ser eu mesmo".
- Sou Pedro Andrade e não como salada.
- Sou Silvio Campos e só consigo me soltar depois de umas cervejinhas.
- Sou Joana Matos e tenho medo de relacionamentos.
- Sou Ana Lopes e tenho personalidade forte (não mexe comigo).
Tô errada ou isso é extremamente perigoso? Viver atrelado ao que achamos que somos é como ser um ator que não consegue fugir do mesmo papel para sempre.
Eu? Eu suspeito que não tenho saco pra isso.
Na tentativa de tentar analisar a essência das pessoas, olhei pra dentro e percebi que ando me jogando demais na vida.
Vai ver a história que tenho contado à mim mesma é que ainda não quero saber que história sou.
"Love, we need it now. Let's hope for some"
Monday, September 16, 2013
And now you're lonely looking for yourself out there
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Tuesday, September 10, 2013
Ah, look at all the lonely people
Aprendi a deixar algumas coisas para trás.
The more you leave, the less you lose, ouvi em algum dos filmes dramáticos que andava assistindo. Vazio, talvez, mas decidi declarar esse o meu lema (pelo menos por enquanto). Mesmo que seja difícil renunciar ao ímpeto de amarrar-se a pessoas e lugares, de buscar amor, eu me convenci: não aqui, não agora.
E aí, com o tempo, ficou natural. Fui deixando tanta coisa pra trás. Fazer as malas deixou de ser um exercício longo e cuidadoso daquela menina vaidosa. Ver tudo que tenho na vida empacotado e pronto pra despacho deixou de causar frissom. A vida fez questão de mostrar que algumas coisas simplesmente não cabem em malas e que, pra seguir viagem, é necessário se desfazer disso ou daquilo. Seja isso um porta-retrato ou aquilo, uma melancolia.
As mudanças vieram, eu fui até as mudanças e, quando dei por mim, estava aprendendo a aceitar a natureza passageira de alguns sentimentos e circunstâncias. No hard feelings.
Eu tive que aprender a viver no transitório.
Eu aceitei viver em fases.
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