Dei por mim numa pretensão de tentar enxergar a essência das pessoas. O que faz cada um ser o que é. Qual é a narrativa que as pessoas constroem para compor suas identidades.
Não consigo mais enxergar de outra forma a não ser que existe uma curiosa e inconsciente maneira com que criamos um "eu" e associamos a ele uma infinidade de experiências, características, medos e limitações.
Essa história que produzimos para responder à pergunta "quem sou eu" acaba determinando cada um de nossos passos de uma maneira meio assustadora. Principalmente porque algumas pessoas realmente seguem à risca seu próprio manual de "como ser eu mesmo".
- Sou Pedro Andrade e não como salada.
- Sou Silvio Campos e só consigo me soltar depois de umas cervejinhas.
- Sou Joana Matos e tenho medo de relacionamentos.
- Sou Ana Lopes e tenho personalidade forte (não mexe comigo).
Tô errada ou isso é extremamente perigoso? Viver atrelado ao que achamos que somos é como ser um ator que não consegue fugir do mesmo papel para sempre.
Eu? Eu suspeito que não tenho saco pra isso.
Na tentativa de tentar analisar a essência das pessoas, olhei pra dentro e percebi que ando me jogando demais na vida.
Vai ver a história que tenho contado à mim mesma é que ainda não quero saber que história sou.
"Love, we need it now. Let's hope for some"
Monday, September 16, 2013
And now you're lonely looking for yourself out there
arquivado por Who are you às 00:15
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