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Monday, September 16, 2013

And now you're lonely looking for yourself out there

Dei por mim numa pretensão de tentar enxergar a essência das pessoas. O que faz cada um ser o que é. Qual é a narrativa que as pessoas constroem para compor suas identidades.
Não consigo mais enxergar de outra forma a não ser que existe uma curiosa e inconsciente maneira com que criamos um "eu" e associamos a ele uma infinidade de experiências, características, medos e limitações.
Essa história que produzimos para responder à pergunta "quem sou eu" acaba determinando cada um de nossos passos de uma maneira meio assustadora. Principalmente porque algumas pessoas realmente seguem à risca seu próprio manual de "como ser eu mesmo".
- Sou Pedro Andrade e não como salada.
- Sou Silvio Campos e só consigo me soltar depois de umas cervejinhas.
- Sou Joana Matos e tenho medo de relacionamentos.
- Sou Ana Lopes e tenho personalidade forte (não mexe comigo).
Tô errada ou isso é extremamente perigoso? Viver atrelado ao que achamos que somos é como ser um ator que não consegue fugir do mesmo papel para sempre.
Eu? Eu suspeito que não tenho saco pra isso.
Na tentativa de tentar analisar a essência das pessoas, olhei pra dentro e percebi que ando me jogando demais na vida.
Vai ver a história que tenho contado à mim mesma é que ainda não quero saber que história sou.

"Love, we need it now. Let's hope for some"


inspirada, entre outras coisas, por: "Is there a real you?" by Julian Baggini (TED Talks)



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