Aquela sensação de impotência outra vez.
Holly certamente chamaria este, um dia red, outros - a maioria - um dia blues, eu chamo cinza.
Não saber o que fazer faz parte da realidade de 99,3% das pessoas comuns. (A estatística é minha, mas não deixa de ser confiável). Qualquer um, em algum momento já esteve entre a faca e a espada. Dilemas são cotidianos e, por vezes, até salutares. Todo ser humano precisa sentir-se livre para definir seu próprio destino.
Pois bem, o caso não é esse. O problema aqui não é decidir entre o flocos e o napolitano, entre o dia e a noite, entre o livro e o filme. O problema não é nem decidir...
O que me aflige constantemente é a passividade que me consome, a calma insana com a qual eu vejo os dias passarem sem, ao menos, tentar mudar o que virá.
E o tormento não se restringe apenas entre dizer ou não dizer, procurar ou fugir. É mais. É o medo de um futuro que eu não sei se consigo mudar.
Um círculo vicioso, é um círculo vicioso!
O passado, eu julgava sensível, porém, intocável e agora ele se escancara na minha frente.
O futuro, ele parece depender tão intensamente de mim e desse meu sangue de barata.
E o presente? Fica neste meio de campo atordoante...
Eu não consigo desatar esse laço que me prende à você.
Um turbilhão de pensamentos surge em minha mente ao mencionar seu nome, um simples indício, uma possibilidade remota de te encontrar e meu coração se agita.
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