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Tuesday, January 20, 2009

A Porta

A busca eterna pela forma exata, a sua forma exata, de dar vazão às idéias, aos sentimentos, às sensações. Sente, diariamente, o incansável turbilhão de milésimas partes de idéias emaranhadas e magníficas, as quais, se encontrada a tal forma exata, ficariam registradas para sempre.
E quem sabe depois de um tempo... um mês, um ano, uma vida, esses fragmentos de brilhantismo pudessem ser analisados à luz do infalível Chronos.
Um quebra-cabeça de pedaços dela mesma.

"Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? - O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma consequência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida?"
Perto do Coração Selvagem
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