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Um dia que já não começou bem.
Para começar chovia e ela precisou acordar cedo. Bem cedo. Cedo como há tempos não acordava - 6h30 da manhã...
Ao ouvir o alarme do celular que deixava em cima da escrivaninha (justamente por ser obrigada a levantar para desligar) acordou e levantou correndo - odiava aquele maldito alarme.
Resolveu programar o despertador para tocar novamente às 6h45 e trouxe o celular para a cama. "Assim já vou pensando no que vestir e não perco tempo depois..." Fazia sempre isso, mas nunca decidia que roupa vestir enquanto ainda estava sob os cobertores.
Típica auto-sabotagem...
6h45, era hora de levantar.
Vestiu a primeira calça que encontrou e a janeta com capuz de chuva. Botou um tênis que nunca usava - não queria sujar o all star branco na primeira poça do caminho que certamente pisaria.
Típica auto-sabotagem...
6h45, era hora de levantar.
Vestiu a primeira calça que encontrou e a janeta com capuz de chuva. Botou um tênis que nunca usava - não queria sujar o all star branco na primeira poça do caminho que certamente pisaria.
Naquela noite, havia chovido torrencialmente e ela havia esquecido a janela do banheiro entreaberta. O banheiro amanhecera alagado.
Ao deparar-se com as lajotas molhadas, não foi buscar um pano para secar como mais tarde dissera à mãe. Nem ligou... Secaria aquilo mais tarde... Quem sabe...
E foi só dar meia-volta para aquele maldito tênis semi-novo vingar-se pelos anos de descaso em que passara guardado em uma caixa empoeirada
Ao primeiro passo, perdeu o atrito e despencou. Doeu. E não foi pouco.
Na rua, evitou as calçadas lisas; ficava imaginando cair de novo com aquele maldito par de tênis. Pensando bem, deveria ter enfiado aquele pisante insolente de volta em sua caixa logo que ele a fez encontrar o chão.
A manhã passou voando de tão leve, de tão vazia...
Na volta, o céu cinza apenas garoava e ela preferiu não abrir o guarda-chuva. Queria sentir as gotas de água batendo em seu rosto - sem um pingo de rímel ou corretivo para esconder olheiras.
Chegou em casa e estava sozinha. Começou a sentir-se bem. Vestiu o pijama e terminou de assistir o musical que não terminara na noite anterior.
O tombo ainda doía...
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E foi só dar meia-volta para aquele maldito tênis semi-novo vingar-se pelos anos de descaso em que passara guardado em uma caixa empoeirada
Ao primeiro passo, perdeu o atrito e despencou. Doeu. E não foi pouco.
Na rua, evitou as calçadas lisas; ficava imaginando cair de novo com aquele maldito par de tênis. Pensando bem, deveria ter enfiado aquele pisante insolente de volta em sua caixa logo que ele a fez encontrar o chão.
A manhã passou voando de tão leve, de tão vazia...
Na volta, o céu cinza apenas garoava e ela preferiu não abrir o guarda-chuva. Queria sentir as gotas de água batendo em seu rosto - sem um pingo de rímel ou corretivo para esconder olheiras.
Chegou em casa e estava sozinha. Começou a sentir-se bem. Vestiu o pijama e terminou de assistir o musical que não terminara na noite anterior.
O tombo ainda doía...
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2 comentários:
coisas comuns em guarapuava: chuva
acontece
coisas comuns na minha vida também: tombos
ta melhor??
Mas quando o tombo é em público dói bem mais.
=)
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