Sentia a água cair-lhe quente sobre os ombros.
Sentia a alma sendo lavada.
Precisava desses rituais esporadicamente.
Ela, só ela e o escuro.
O som daquela velha valsa ressoando abafada pelo vapor despertava-lhe um sentimento estranho, que não conhecia e que só dava as caras em situações como essa.
Lembrara-se do romance que havia acabado de reaver. Sentiu-se, por um instante, como aquela heroína sem nome.
Horas atrás fizera uma ligação sem resposta.
Entendera o recado...
Ela e seu maldito dom da metáfora.
Agora estava ali... Mexendo-se para experimentar a água com êxtase.
Sentia a alma na superfície, fechava os olhos e podia quase tocá-la...
escrito em 29/09/09 às 23h42
Wednesday, September 30, 2009
Noite Liquefeita
arquivado por Who are you às 10:46
Categorias desalinhados editorialmente
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
0 comentários:
Post a Comment