A questão é que todos sabem que sentimentos não são o que podemos chamar de definíveis.
Mas não importa, eu gosto de tarefas complicadas.
Felicidade é uma coisa estranha.
A idéia universal do conceito transmite uma sensação de constância. Como se quem fosse feliz nunca pudesse ser triste. Como se quem fosse triste nunca pudesse sentir lampejos de felicidade.
Bem, se for assim, felicidade não existe.
Ou, se for assim, eu não sou feliz...
Acho que, se fosse assim, felicidade devia chamar-se plenitude.
Plenitude é utópica. É aquilo que passa em comerciais de margarina ou de caldos Knorr e que tudo mundo finge não saber ser mentira.
Ninguém é pleno.
Ser pleno é não existir.
Ser humano é passar por altos e baixos...
É buscar um dia de solidão para pensar (ou não).
Entrar em contato consigo mesmo e só.
Abrir um caderno e despejar palavras sem muitos porquês.
Ouvir a trilha do filme preferido deitada no telhado e olhando o céu.
Tomar banho no escuro de madrugada.
Não querer ver ninguém.
Querer ver alguém.
Não conseguir segurar as lágrimas e chorar sem saber por quê.
Sentir um peso insustentável simplesmente por existir.
Ser humano é não ser pleno.
Ser humano é ser triste/feliz.
Vitrola: Toss the Feathers - The Corrs
Sunday, August 9, 2009
Humana Demais
arquivado por Who are you às 15:51
Categorias desalinhados editorialmente
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1 comentários:
disse tudo... o bom disso é também poder afirmar que ninguém eh triste, já que a triteza também nao ocorre totalmente
saudades imensas
texto perfeito
bjao
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